domingo, 1 de fevereiro de 2009

A mulher no Marrocos

Não só no Marrocos, mas acredito que em qualquer país árabe, a situação submissa da mulher chama atenção. Relegadas a um papel secundário na sociedade, elas são discriminadas e tratadas de maneira visivelmente inferior. Algumas cobrem todo o corpo, deixando apenas os olhos descobertos - isso quando não usam uma espécie de tela para cobrir os olhos também.
No Marrocos eu fui testemunha de várias cenas protagonizadas por mulheres que me deixaram chocado. Muitas vezes elas nem estavam fazendo nada demais, mas o simples fato de terem que se cobrir toda já me deixava incomodado.
Certo dia, em um restaurante, eu vi uma cena horrível. Havia uma família jantando - pai, mão e duas crianças. A mulher estava vestindo uma burka e para comer ela tinha que levantar ä máscara que encobria seu rosto e colocar o garfo por baixo do mesmo: super desconfortável, antiquado e difícil.
Comecei a pensar naquelas crianças. Elas sequer devem conhecer o rosto da sua mãe. Que coisa esquisita deve ser para eles. Ou não. Pensando bem eles certamente acham essa situação muito normal.



O grau de "encobrimento" do corpo depende basicamente de duas coisas. A primeira é a própria mulher. Muitas simplesmente não seguem o costume e aboliram o uso de panos na cabeça ou no rosto. O segundo fator é o imam da mesquita frequentada. Alguns imans são mais rigorosos e exigem o uso das "máscaras", outros são mais liberais e exigem apenas o uso de panos na cabeça.


Eu soube que esse costume se cobrir o corpo é uma distorção do que está escrito no Corão. Lá Maomé recomenda às mulheres que, ao trabalhar, devem cobrir seus corpos. Entretanto, se contextualizarmos o livro, historicamente é sabido que na época de Maomé as mulheres trabalhavam com os seios expostos. E era isso que deveria ser coberto, os seios, não o corpo inteiro.















Bom, eu posso até achar estranho, mas pode ter certeza que respeito muito. É apenas mais uma questão de cultura, de tradição e de crença, três itens que exigem nada mais que respeito.
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